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13 Nov
Francisco Assis defende a liberdade religiosa

Francisco Assis defende a liberdade religiosa

Francisco Assis participou num debate no Parlamento Europeu em Estrasburgo sobre a “Perseguição dos Cristãos no Mundo” no qual defendeu que “o verdadeiro tema subjacente a este debate é o tema da liberdade religiosa”. O deputado, como membro da Comissão de Assuntos Externos, lembrou que “na Europa, conhecemos demasiado bem o que significa a intolerância religiosa para que não nos pronunciemos sobre ela”.

 

Durante a intervenção Francisco Assis afirmou sobre a liberdade religiosa que “infelizmente, hoje em dia na maior parte do mundo, prevalecem soluções de organização política que não têm na devida consideração esse princípio fundamental”, e que “os regimes teocráticos, em nome de uma só religião, anulam completamente todas as demais, enquanto os regimes que praticam um ateísmo militante perseguem aqueles que procuram prosseguir qualquer tipo de culto religioso”. O deputado, que é também membro da subcomissão dos Direitos do Homem no Parlamento Europeu, relembrou ainda os “ataques à liberdade religiosa que não têm proveniência direta dos Estados, mas são promovidos por alguns grupos, nomeadamente grupos terroristas, que por esse mundo fora vão atacando homens e mulheres pela simples circunstância de prosseguirem um determinado culto religioso”.

 

Francisco Assis concluiu dizendo que os “cristãos são particularmente afetados” e que “a Europa tem uma responsabilidade ao nível da ação diplomática no sentido de procurar sensibilizar os países com que mantemos relações, e onde não se verifica este respeito por o direito da liberdade religiosa, para que se empenhem mais nesse sentido”.

 

Quando interpelado por um membro de um partido grego de extrema-direita sobre a sua intervenção, Francisco Assis reafirmou que “se a questão não for colocada como eu a coloquei, como uma questão de liberdade religiosa, rapidamente estaremos apenas as esgrimir fanatismos contra fanatismos”, e que “a Europa, de facto, tem algumas lições a dar, porque fomos capazes de construir um espaço secular onde é possível a convivência de pessoas que seguem as mais diversas convicções de ordem religiosa, desde aqueles que são ateus, agnósticos, até aqueles que seguem esta ou aquela religião”.

 

Terminou avisando que “se sairmos desta linha, do meu ponto de vista, rapidamente entraremos, como entrámos no passado, em guerras de fanatismos contra fanatismos”.

 
 
 

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