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06 Fev
Zimbábue: União Europeia tem de permanecer vigilante

Zimbábue: União Europeia tem de permanecer vigilante

Francisco Assis defendeu, no debate sobre a situação no Zimbábue, que a “União Europeia tem de estar vigilante” pois “temos de ter consciência que os períodos de transição são, por definição, períodos de incerteza e que encerram potencialidades mas também perigos”.

 

O deputado falava durante a sessão plenária de Estrasburgo, durante a qual destacou a saída do poder do ditador Robert Mugabe. “Foi em si mesmo um acontecimento muito positivo, devidamente saudado pelo povo do Zimbábue nas ruas e pela generalidade da comunidade internacional”, abrindo desta forma “a possibilidade de se avançar para uma nova fase, para um novo ciclo político no qual a União Europeia tem naturalmente responsabilidades”, disse.

 

Perante a Vice-presidente da Comissão Europeia e Alta Representante para os Assuntos Externos da União Europeia, Federica Mogherini, Francisco Assis afirmou ainda que “o Zimbábue atravessa agora uma fase de tensão como é próprio destes momentos de grande mudança política”.

 

O novo presidente “já se comprometeu em promover reformas tendo em vista a democratização da sociedade e a promoção de medidas que promovam a prosperidade do país tendo feito anúncios muito positivos nesse sentido”, observou.

 

Francisco Assis relembrou que “o Conselho Europeu saudou essa postura a 22 de Janeiro quando manifestou claramente expectativas positivas quanto a uma transição pacífica” e que seria expectável que “houvesse uma missão de observação eleitoral da União Europeia para acompanhar as próximas eleições”. Terminou a intervenção afirmando que “temos razões para ter esperança, mas temos a obrigação de permanecer vigilantes”.

 

“As anunciadas eleições poderão ser uma oportunidade, mas haverá competição genuína? Será que vão mesmo ser convocadas eleições? A União Europeia, ao lado da União Africana, tem que estar na linha da frente no apoio às forças da sociedade que querem que o Zimbábue inicie a transição para a democracia. É essencial que haja uma transição limpa e genuína e não meramente cosmética”, acrescentou Ana Gomes ao intervir no mesmo debate. 

 

A deputada solicitou maior envolvimento da União Europeia no apoio a reformas estruturais de governação, “incluindo o setor da justiça, incluindo a organização do processo eleitoral e tudo o que diz respeito à capacitação democrática de forças partidárias, dos media e da sociedade civil que têm de ser incluídas num verdadeiro diálogo para o futuro democrático do país”.

 
 
 

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