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06 Fev
Europa deve estar atenta ao que se passa na Venezuela

Europa deve estar atenta ao que se passa na Venezuela

Durante o debate sobre a situação na Venezuela, Francisco Assis defendeu que “estando a decorrer um processo negocial” entre Maduro e a oposição democrática, “por mais ínfimas que sejam as possibilidades de ele ter sucesso, nós temos que manter até ao último momento uma luz de esperança em relação à possibilidade de ele mesmo ter sucesso, embora devamos também dizer que temos fortes razões para acreditar que, neste processo, o poder não está de espírito aberto, não está com bom espírito, como nunca esteve até aqui”.

 

O deputado não deixou, porém, de reiterar que “o estrondoso falhanço da revolução bolivariana é um facto absolutamente evidente e que se manifesta dramaticamente nas condições de vida do povo venezuelano”.

 

Francisco Assis continuou a intervenção enunciando os resultados da governação de Maduro: “uma supressão das liberdades públicas, desrespeito pelos direitos humanos, uma situação de miséria económica e social, uma gravíssima crise humanitária. Milhões de venezuelanos tiveram já de fugir do seu próprio país. Este é o retrato exato e objetivo do que se passa na Venezuela”.

 

O deputado que é também Presidente da Delegação para as relações com os países do Mercosul, afirmou que o Parlamento Europeu tem o dever de “condenar claramente e sem quaisquer reservas este tipo de regime que é um regime liberticida, que é um regime que desrespeita direitos humanos, que é um regime de natureza ditatorial”.

 

“Se houver um acordo, isso constituirá uma enorme surpresa, uma surpresa positiva. Não devemos fechar as portas a que isso aconteça, mas devemos estar particularmente vigilantes em relação ao que se passa na Venezuela”, concluiu.

 

“Só a devolução da voz ao povo em condições de plena liberdade pode garantir o reencontro da Venezuela consigo própria, assegurando condições dignas de vida aos seus cidadãos e um futuro à altura da sua história e da ambição das novas gerações”, defendeu Carlos Zorrinho ao intervir no mesmo debate.

 

Para enfrentar os problemas levantados pela crise venezuelana, de acordo com o deputado “é importante mobilizar a comunidade internacional e em particular os países vizinhos para pressionarem o governo venezuelano a restabelecer a normalidade democrática e a criar condições para a realização de um processo eleitoral livre, transparente e credível”, mas sem a quebra das “ténues linhas de diálogo que ainda se mantêm”.

 

Na frente humanitária, Carlos Zorrinho referiu que “quando mais de dois milhões de pessoas têm que abandonar o seu país por falta de condições de segurança e pela escassez de alimentos e de medicamentos que atinge em particular as populações mais vulneráveis, deixamos de estar apenas sob um grave problema político, para nos situarmos numa crise humanitária profunda e na falência de um regime e de um sistema político, com gravíssimas consequências sociais”.

 

No hemiciclo de Estrasburgo, o deputado recordou a aprovação ainda recente pelo Parlamento Europeu de várias resoluções com recomendações de diálogo e respeito pelos direitos humanos e pela democracia na Venezuela, as quais, lamentou, “infelizmente não foram seguidas”.

 
 
 

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