Uma nova geração de políticas de coesão para o Pacto Ecológico Europeu

Uma nova geração de políticas de coesão para o Pacto Ecológico Europeu

23.05.2020

As políticas de coesão têm “contribuído para o combate às alterações climáticas. Mas têm de contribuir mais. Numa nova geração de políticas de coesão, esta dimensão tem de ser mais exigente”, escreve Margarida Marques num artigo de opinião publicado no jornal Eco.

Numa altura em que o Parlamento Europeu exige que 25% do orçamento do Quadro Financeiro Plurianual (QFP) seja usado no combate às alterações climáticas, “percentagem que deve progredir ao longo dos sete anos, estamos ainda longe deste objetivo. A Europa assumiu como objetivo tornar-se o primeiro continente neutro em carbono em 2050. Temos sublinhado a necessidade de uma economia europeia próspera, competitiva e neutra em carbono, alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e integrando uma dimensão económica, social e ambiental. Esta questão é ainda mais pertinente quando a grave crise económica e social, decorrente da Covid19, exige medidas extraordinárias”, argumenta a deputada.

Numa resolução “aprovada por larguíssima maioria no Parlamento Europeu, os deputados foram claros ao defender que o Pacto Ecológico Europeu deve continuar a ser uma prioridade no orçamento europeu e na estratégia de recuperação da Europa”.

Margarida Marques entende que o Pacto Ecológico Europeu “terá de ser assim perspetivado como uma estratégia não só de proteção ambiental, mas de crescimento e de recuperação económica da Europa. Apostar em energias renováveis, em tecnologias não poluentes, na mobilidade elétrica, na adaptação às alterações climáticas e numa economia circular será uma oportunidade económica e industrial fundamental para a Europa”.