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IMPRENSA

A resistência Iraniana

A resistência Iraniana

22.04.2026

A intervenção militar americano-israelita no Irão está a ser utilizada pelas autoridades desse país com uma estranha cumplicidade de vários dirigentes políticos ocidentais para esconder a violenta repressão interna praticada por um regime criminoso, que ao longo das últimas décadas tem supliciado o seu próprio povo de uma forma monstruosa. No início deste ano, terão sido mortos mais de 30 mil iranianos, na sua maioria jovens, na sequência das grandes manifestações populares que reclamavam o fim da autocracia teocrático-militar responsável pela degradação das condições de vida da sociedade iraniana. Ao mesmo tempo, aumentou o número de execuções nas prisões e acentuou-se o clima de intimidação e medo junto das organizações oposicionistas.

Não pode deixar de causar estranheza que tais acontecimentos não tenham suscitado uma onda de indignação moral e política na comunidade internacional em geral e no interior da União europeia em particular. Sob o pretexto da guerra, o regime em vigor aspira a apresentar-se como vítima de uma agressão externa ilegítima, com a intenção de prosseguir com total impunidade a ação repressiva de que é vítima o seu próprio povo. Perante tal realidade, temos a obrigação de clarificar o nosso posicionamento. A invocação do Direito Internacional, na perspetiva da proteção das soberanias nacionais, não pode secundarizar a preocupação com a salvaguarda dos direitos humanos em países em que estes são constantemente esmagados. Se assim não for, os piores sátrapas tornar-se-ão nos mais indefetíveis defensores do primado do Direito Internacional e nos seus principais beneficiários.

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